Colheita Mecanizada de Café – Maior Rentabilidade para o Cafeicultor

A colheita mecanizada de café no Brasil é uma realidade e é uma das principais soluções para aumentar a rentabilidade do produtor pois alia capacidade de colheita no momento certo e redução de custos.

Ainda existe um mito que a colheita mecanizada agride a planta contribuindo de forma negativa  com sua produtividade e longevidade, porém em alguns estudos conduzidos pelo professor Fábio Moreira da Silva da Universidade Federal de Lavras e um dos maiores especialistas no assunto , foi comprovado que a colheita mecanizada não afetou a produtividade da lavoura cafeeira seja em uma passada ou na colheita seletiva com duas passadas.

No entanto, é muito importante ter em mente que para se adotar a colheita mecanizada de café há a necessidade de uma preparação da lavoura, visando o uso efetivo da colhedora e a melhor interação máquina/planta.

Em linhas gerais, segundo Fabio Moreira da Silva, uma lavoura de café preparada para a colheita mecanizada apresenta, preferencialmente as seguintes características: terreno com declividade máxima de 15%; plantio em nível, espaçamento entre linhas mínimo de 3,0 m e entre plantas de 0,5 a 0,7 m  inexistência de obstáculos entre as linhas e carreadores que possam obstruir a passagem das colhedoras, linhas com o maior comprimento possível para minimizar o número de manobras, carreadores com largura mínima de 6 metros e sem irregularidades para não inviabilizar a manobras das máquinas, altura máxima das plantas de 3,0 metros e ramos inferiores das plantas a uma altura mínima de 40 cm do solo. Estas características podem sofrer pequenas variações em função do tipo de colhedora adotada.

Todo o trabalho de condução e preparação da lavoura para a colheita mecanizada de café se faz importante pois, junto com fatores como a capacitação dos operadores, a manutenção adequada da colhedora e o planejamento adequado da logística de apoio, a colheita mecanizada atingirá seu principal objetivo que é contribuir com o aumento da rentabilidade do cafeicultor.

Tendo em mente que o momento de colheita depende da maturação da lavoura e também da capacidade de processamento pós-colheita, a simulação a seguir, apresenta alguns fatores chaves a serem considerados para entender a lógica do dimensionamento da colheita mecanizada de café.

Lavoura (considerações): carga pendente média de 4,80 litros/planta, espaçamento de     3,0 m x 0,5 m, totalizando 6667 plantas/ha.

Colhedora (considerações): velocidade de colheita de 1,4 km/h, eficiência de campo de 85%, sistema de colheita plena com eficiência de derriça de 80% e índice de perdas de 10%

Com as considerações acima, seria possível a colheita de 0,36 ha/h o que geraria 8225 litros/h.

Apenas como exemplo, uma colhedora operando nas condições acima substituiria 165 homens com produção individual de 50 litros colhidos por hora cada um

Os parâmetros de eficiência de campo, eficiência de derriça e índice de perdas dependem muito da colhedora utilizada e também do planejamento e experiência com a colheita mecanizada.

Aumentar a capacidade de derriça com o mínimo de agressão à planta, reduzir o índice de perdas juntamente com o baixo custo de operação dos equipamentos utilizados na colheita são os grandes desafios neste importante processo da cadeia produtiva do café.

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